Mário Lino PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Mário Goulart Lino nasceu a 09 de Janeiro de 1937, na Horta, Ilha do Faial, pertencente à região dos Açores.

Começou a jogar futebol com 13 anos de idade, no Fayal Sport, chegando a actuar na equipa principal do clube, do qual saiu ainda antes de completar 18 anos de idade. Rumou então ao Lusitânia, clube da ilha Terceira, o qual, na altura, era o mais representativo dos Açores. Mário Lino foi a primeira transferência entre clubes da região envolvendo dinheiro, tendo custado ao Lusitânia na altura o valor de 15 contos.

Mário Lino

Quatro anos depois ruma ao continente, para actuar no Sporting, por indicação do técnico húngaro Janos Biri, treinador do Lusitânia nesse momento.

No Sporting começou por actuar a defesa direito, apesar da sua baixa estatura, era muito forte fisicamente e também possuidor de uma grande capacidade de desarme, tendo ainda uma excelente técnica individual. Era um defesa direito capaz de fazer todo o corredor, tanto atacava como defendia.

Na sua primeira temporada ao serviço do nosso clube, Mário Lino impôs se logo como titular, conquistando o Campeonato Nacional e também a Taça de Portugal. O camisola nº2 do Sporting, começou a época 1963/64 ainda como titular, mas no decorrer da mesma perdeu esse estatuto para Pedro Gomes. Mesmo assim, ainda participou nos primeiros cinco jogos da brilhante carreira que o Sporting realizou na Taça das Taças desse ano, que como todos sabemos, acabou por ser o vencedor.

Ainda realizou mais três temporadas ao serviço do Sporting, sendo Campeão Nacional por mais uma vez, embora jogando menos que na sua primeira temporada. Com 30 anos passou a treinar os juniores do clube, enquanto jogava pelas reservas. Em Janeiro de 1969 foi chamado para substituir Fernando Caiado como técnico principal do Sporting, até à chegada de Armando Ferreira, do qual passou a ser adjunto. Manteve estas funções após a entrada de Fernando Vaz no nosso clube, tendo esta dupla técnica conquistado de novo para o Sporting, o Campeonato e Taça de Portugal.

Mário Lino com Yazalde

Em Fevereiro de 1972, e após o litígio de Fernando Vaz com a direcção do Sporting, é chamado a treinador principal mais uma vez, chegando à final da Taça de Portugal, a qual perdemos para o Benfica por 3-2.

Chegou então o inglês Ronnie Allen para treinar o Sporting, durando apenas meia época ao leme da equipa. Mário Lino assumiu de novo as funções de treinador principal, chegando igualmente ao Jamor, acrescentando desta feita mais uma Taça de Portugal á prestigiada história do Sporting.

Iniciou a época de 1973/74 como treinador principal da equipa, num dos anos mais brilhantes do futebol leonino. O Sporting foi vencedor do Campeonato Nacional, da Taça de Portugal e chegou também ás meias-finais da Taça das Taças, afastado pelos alemães do Magdeburdo, vencedores da prova. Mário Lino já não orientou a equipa na final da Taça de Portugal, saindo após desentendimento com a direcção.

Mário Lino com Yazalde

Prosseguiu então a sua carreira de treinador fora de Alvalade durante 17 anos. Obteve passagens pelo Farense, V.Setúbal, Sp.Braga, Portimonense, onde foi Campeão Nacional da 2ª Divisão, Boavista onde ganhou uma Supertaça, derrotando o FC Porto nas Antas, Marítimo, Beira Mar, Olhanense, Barreirense e Peniche.

Passados 17 anos, em 1991, regressa a Alvalade para ocupar o cargo de Secretário Técnico, com funções de supervisão e coordenação do Departamento do futebol juvenil do Sporting.

Dois anos depois passou a ser o Chefe do Departamento de futebol profissional, e em 1996 regressa ao futebol juvenil do Clube, para exercer as funções de coordenador administrativo. Acompanhou a evolução da formação leonina até à era da Academia Sporting, por onde ainda continua, tendo já passado mais de meio século após a sua chegada ao Sporting Clube de Portugal.

 

Júlio Rendeiro

A história do SCP foi edificada com o contributo de inúmeros atletas que desde 1906 concretizaram um sonho que estará sempre por cumprir.

Nos primeiros tempos tratavam-se de atletas que simultaneamente eram dirigentes, seccionistas, roupeiros numa comovente demonstração de amor à camisola.

Neste espaço pretendemos evocar os homens e mulheres que engrandeceram o ideal de Francisco Stromp. Queremos valorizar aqueles que, nas mais diversas modalidades, transformaram o SCP na maior potência desportiva nacional, num dos maiores da Europa em títulos conquistados e no topo do mundo com mais de uma centena de atletas olímpicos.

Assumimos o legado deixado pelas várias gerações de atletas e por ele lutamos convictamente.

 

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